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sábado, 31 de julho de 2010

euescrevoparaesquecer.



Muitas das vezes eu... Escrevo para esquecer. Posso afirmar com certeza que o faço, pois a dúvida já nem sequer existe.
Escrevo para esquecer, e quando tiver a ousadia de recordar venho aqui, à minha secretária, sento-me e leio tudo aquilo que vir pela frente, sem nunca parar. Tudo aquilo que agora não me quero relembrar, que não me quero esquecer e até aquilo que procuro, alguma memória ou até mesmo da verdade, a verdadeira realidade que procuro é o Porquê de muitas coisas que agora não interessam. Essa para mim será a resposta mais curta e mais complexa para quase tudo.

Fazes-me querer esquecer de tudo o que aconteceu há muitos anos e o que ainda persiste aqui, odeio-te por isso, és desprezível nesse sentido, não te vou perdoar nunca.

Por outro lado, tenho um homem que mora em mim, que me faz querer lembrar sempre do presente, do passado e de ansiar por um futuro, melhor. Todos nós, como seres humanos racionais merecemos alguém assim no mundo, que nos estime, que nos trate como merecemos, que nos faça querer recordar sempre do que passou com o tempo, pois faz-nos continuar a crescer e nos tornar aquilo que somos hoje, que nos dê valor e que nos abrace quando precisamos. Que nos ajude nestes momentos mais dificeis e que nos aceite acima de tudo.

Já não quero que me compreendas, já não quero que me abraces, nem sequer que tentes, agora quero apenas e de uma vez por todas que me aceites e não me julgues, antes que seja tarde. Pois o tempo não dura para sempre e as nossas faculdades mentais também atrofiam, e aí já nós desperdiçámos tudo aquilo que outrora tivemos e que foi importante e aquilo que queremos agora passa a ser um mero anseio de um milagre que não vai acontecer nunca por muito que me custe.

C.C

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C.C