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terça-feira, 8 de março de 2011

Aos 18 já...


Aos 18 anos de idade já.. encaramos a vida como ela é, ainda ingénuos alinhamos nisto sem escolha, temos a vida pela frente.

Somos tão ingénuos, já nos achamos capazes de fazer tudo, de ultrapassar tudo, fazer o possível e o impossível.
Já achamos que estamos acima dos problemas, é demasiado o peso sobre os nossos ombros.
Já nos achamos tão responsáveis, que já respondemos por nós.
Pensamos por nós, por vezes até só mesmo por nós próprios.
Não pensamos em mais ninguém, assumimos isso e achamos que somos fantásticos por nos darmos tamanha importância.
Somos acusados de falsa modéstia, somos por vezes acusados de só nos preocuparmos com nós próprios.
Somos acusados de tanta coisa ao longo dos nossos dias, agora até de não sermos auto-suficientes, por não nos sentirmos seguros sozinhos, por nos sentirmos vazios e inseguros. Somos acusados de não ser corajosos o suficiente, de odiarmos a solidão, de sentir a falta da presença de alguém que nos é importante.. e agora por não conseguirmos sair da nossa zona de conforto, de não enferntarmos o nosso dia-a-dia sem aquela que consideramos ser a pessoa mais importante para nós.
A verdade é que, eu necessito que me acompanhes, de dia e noite. Que nunca me percas de vista, quero que me guardes aí dentro; que me feches a sete chaves; quero que me algemes a ti, para que de ti não me tirem.
Não quero que vás para longe, não quero que sintas medo nem angústia, não quero que sofras por mim.
Quero que vivas, e me deixes viver assim. Gosto de te ter por perto, preciso de te ter por perto. Pena que por vezes não pareças sentir o mesmo que eu, esta necessidade de ti, magoa quando não sentimos ser correspondida.

Pena eu sentir que foges, pena eu sentir o teu olhar vazio e desinteressado
quando me aproximo de ti e.. o assunto é por vezes demasiado peso sobre os nossos ombros.


C.C

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C.C